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O que o olhos não vêem, a saúde pode sentir!

 

 

Muito tem sido noticiado sobre a “superbactéria”, que desafia os limites e conhecimentos da ciência. A bactéria - Mycobacterium abscessus – já contaminou muitas pessoas em vários estados do Brasil, principalmente durante cirurgias de lipoaspiração, quando se utiliza espécie de canudo de aço (cânula), que suga a gordura que se deseja eliminar. 

A infecção causada por esta bactéria é muito séria e de difícil controle. Além disso, gera deformidades físicas e outras seqüelas, como danos ao fígado e estômago, decorrentes do uso de antibióticos muito fortes utilizados no tratamento. 

Todo material utilizado no atendimento clínico, e principalmente, em cirurgias deve ser criteriosamente esterilizado. A capacidade de esterilização das estufas ou autoclaves (equipamentos utilizados para esterilização) está diretamente associada com a temperatura e pressão que estes equipamentos devem atingir. Assim, acredita-se que o interior das cânulas utilizadas não tenha sido esterilizado de forma eficiente. 

Todos estes acontecimentos servem de alerta para a escolha do local e dos profissionais que cuidarão da sua saúde, tanto na medicina como também na odontologia. Pois, como sabemos, clínicas e consultórios são ambientes de risco de contaminação e caso os responsáveis não realizem corretamente os procedimentos de descontaminação e esterilização, sua saúde poderá ficar seriamente comprometida.  

Sempre que necessitar realizar algum procedimento cirúrgico ou mesmo de rotina, procure um local seguro, indicado por pessoas que já se submeteram a tratamentos. Não tenha receio de questionar sobre os métodos empregados para sua proteção.

Como o conhecimento nesta área geralmente é restrito aos profissionais, sugerimos que você, paciente, observe alguns detalhes que podem ser muito importantes:

- Verifique se o ambiente é limpo e se os profissionais e auxiliares se protegem corretamente (máscara, luvas, óculos, jalecos);

- Pergunte ao profissional responsável como é feita a verificação da qualidade e do bom funcionamento dos equipamentos utilizados para esterilização. DICA: existem fitas marcadoras, que quando colocadas dentro destes equipamentos, indicam se o processo de esterilização está eficiente;

- Verifique se o consultório é preparado e limpo entre um paciente e outro. Outra dica é perceber se as superfícies na qual o profissional toca com as luvas, estão protegidas com plásticos e se estes são trocados a cada paciente atendido. Isto evita a chamada contaminação cruzada, que é a transferência de microorganismos de um paciente para outro.

Sabemos que com a saúde não se brinca e que o que os olhos não vêem, a saúde pode sentir muito!

Caso queira saber mais sobre biossegurança, clique aqui.  

Acesso à aula da Profa. Cristina Cavalari, clique aqui.