18. CUIDADOS COM A ÁGUA E O AR

18.1 - CAIXAS D'ÁGUA

A limpeza das caixas d'água será feita a cada 6 meses.

Pontos a observar na manutenção das caixas d'água (STIERS et al.,1995)

  • Avaliação das condições gerais. 

  • Funcionamento e estado das bóias. 

  • Registros. 

  • Bombas de recalque. 

  • Infiltrações. 

  • Impermeabilização. 

  • Controle de qualidade da água.

Limpeza da caixa d'água (SSPR, in STIERS et al., 1995)

  • Fechar o registro de entrada de água da caixa.

  • Esvaziar a caixa abrindo todas as torneiras e dando descarga nos banheiros. 

  • Com a caixa vazia, friccionar as paredes com escova limpa ou bucha, para remover as crostas e sujeiras; pode-se usar hipoclorito de sódio a 2% para esse procedimento. 

  • Escoar a sujeira, abrir o registro e encher novamente a caixa. Se o resíduo for muito grosso e a caixa não tiver tubulação própria para o escoamento, remover com a mão o resíduo mais grosso para evitar entupimentos. 

  • Com a caixa cheia, acrescentar hipoclorito de sódio a 2%, nas seguintes proporções: capacidade de 200 - 250 litros: 1/2 litro capacidade de 500 litros: 1 litro capacidade de 1000 litros: 2 litros 

  • Abrir as torneiras e deixar escoar a água até sentir o cheiro de hipoclorito, fechar imediatamente, permitindo também a desinfecção da tubulação. 

  • Depois de duas horas, fechar novamente o registro de entrada e esvaziar a caixa por todas as torneiras: esta água não se presta para o uso. 

  • Se o cheiro de hipoclorito estiver muito forte, encher e esvaziar novamente a caixa. Fechar com a tampa e verificar se ficou bem vedada. Isto diminuirá o risco de que pequenos animais e suas excretas penetrem na caixa, contaminando-a. 

  • Usar normalmente a caixa.

18.2 - CUIDADOS COM O SISTEMA "FLUSH"

  • No início do dia, esvaziar o reservatório. 

  • Preencher com solução de hipoclorito de sódio a 0,05% (500 ppm) preparada no momento do uso. 

  • Usar essa solução por um período de até 8 horas. 

  • Acionar o sistema por 15 a 20 segundos no início e no fim das atividades, bem como entre atendimentos dos pacientes. Assim, após o atendimento de um paciente, aciona-se o sistema "flush" por cerca de 20 segundos, até a água clorada substituir totalmente a água eventualmente contaminada com os microrganismos desse paciente, dentro da mangueira e do alta rotação. Antes de utilizar o alta rotação no paciente seguinte, aciona-se o pedal do equipo, por cerca de 20 segundos, para substituir a água clorada do "flush" por água não clorada do outro reservatório. 

  • Ao final de oito horas, a água clorada perde o poder bactericida. Se o profissional continuar o atendimento depois disso, precisa substituir a água clorada. 

  • Manter o frasco e tubulações livres da solução de hipoclorito de sódio durante a noite ou período em que não for utilizado, pois esta condição aumentará a durabilidade dos componentes.

Obs.: A DABI-ATLANTE, que fabrica os equipos da FOB, alerta que é preciso esvaziar o frasco de água clorada ao término do expediente, para evitar a corrosão do "pescador", o tubinho de PVC flexível dentro do frasco, e orienta quanto aos cuidados a serem seguidos para evitar que resíduos de cloro fiquem dentro do circuito frasco->pescador->mangueira->caneta, se precipitem em forma de sais e entupam-no:

a. jogar o resto da água clorada;

b. colocar um pouco de água pura no frasco, rosqueá-lo em seu bocal e acioná-lo, para lavar os resíduos de água clorada que restaram no circuito do "flush";

c. desrosquear o frasco, jogar a água fora, rosquear novamente o frasco vazio, que ficará pressurizado imediatamente;

d. circular esse ar comprimido para secagem do circuito. (Por isso é importante o ár estéril ou pelo menos produzido por compressor isento de óleo, que minimiza colônias de bactérias no seu circuito);

e. repetir o procedimento em todo final de expediente.

18.3 - AR

Do equipo

Para filtração do ar do equipo nos compressores de ar é recomendado o uso de filtros coalescentes de grau 2, para partículas de até 0,001 mm.

Do ambiente

Todos os ambientes públicos, incluindo-se hospitais e demais estabelecimentos de saúde, que utilizem aparelhos de ar condicionado, devem estar em condições adequadas de limpeza, manutenção, operação e controle, ou seja, a limpeza de bandejas, serpentinas, umidificadores, ventiladores e dutos devem seguir rigorosamente o manual de instrução de cada fabricante. As regras fazem parte da Portaria no. 3523, de 28/08/1998, do Ministério da Saúde, promulgada com a finalidade de acabar com a "sindrome dos edifícios doentes". A Diretoria Administrativa da FOB deverá apresentar o seu Plano de Manutenção e Controle - PMOC, ouvida a Vigilância Sanitária, em conformidade com o Regulamento Técnico aprovado.