3. ESTERILIZAÇÃO POR PROCESSO FÍSICO

3. ESTERILIZAÇÃO POR PROCESSO FÍSICO - Resolução 374, de 15/12/95, da S.S.S.P.

3.1 - VAPOR SATURADO SOB PRESSÃO

É o processo que oferece maior segurança e economia. Pode ser realizado em autoclave convencional horizontal ou autoclave a alto vácuo. A autoclave vertical é própria para laboratório, não devendo ser utilizada para a esterilização de artigos médico-cirúrgicos e odontológicos, pois os pacotes ficam superpostos dificultando a drenagem do ar, retardando a penetração do vapor e dificultando a secagem dos artigos, o que não garante a sua esterilização.

3.2 - CALOR SECO

O calor seco gerado em estufa elétrica (forno de Pasteur) é de uso limitado, pois sua penetração e distribuição dentro da câmara não se faz de maneira uniforme, além do que, o processo requer um tempo de exposição mais prolongado a altas temperaturas, o que é inadequado para certos materiais, tais como tecidos e borrachas. A estufa deve possuir um termômetro que indica a temperatura atingida no interior e um termostato responsável pela manutenção da temperatura desejada. Deve-se colocar as caixas maiores nas prateleiras superiores e as menores nas inferiores, para facilitar a condução de calor, sem encostá-las na parede da estufa, nem encostar o bulbo do termômetro nas caixas. Não colocar grande quantidade de material dentro das caixas, nem sobrecarregar o aparelho. Deve-se seguir o manual de instruções do fabricante.

3.3 - LIMPEZA DO INSTRUMENTAL

É primordial para qualquer tipo de processo de esterilização escolhido, a limpeza eficaz do material. No caso do instrumental, a lavagem através de escovação com detergente neutro líquido ou a utilização de detergentes enzimáticos (que dispensam a escovação), ou, idealmente, a limpeza em aparelho de ultra-som.

3.4 - ACONDICIONAMENTO

Para autoclave: deverá ser em envelopes de papel grau cirúrgico (para peças de mão e poucas unidades de instrumentos), caixas de alumínio, inóx ou acrílico, totalmente perfuradas, com forração interna de campo de algodão simples (ou papel kraft) e embaladas externamente em campo de algodão duplo (ou papel kraft, ou papel grau cirúrgico). O algodão cru é recomendado na textura de aproximadamente 40 fios e em campos duplos. Quando novo, deve ser lavado antes do uso para eliminar o amido e evitar o superaquecimento, que resultará em desidratação das fibras. Na reutilização dos tecidos os mesmos devem ser lavados para a retirada de poeira e recomposição das fibras. O papel kraft deve possuir superfície regular, sem zonas de maior ou menor acúmulo de fibras que possam causar furos. A gramatura deve ser de 60g/m2 ou 80g/m2 e não deve conter grande quantidade de corante ou de amido (Resolução SS-374, de 15/12/95).

Para calor seco: Deverá ser em caixas metálicas, totalmente fechadas, com forração interna da caixa e proteção das pontas ativas dos instrumentais, com papel alumínio.

3.5 - TEMPO E TEMPERATURA DE ESTERILIZAÇÃO

3.5.1 - AUTOCLAVE

Usar exposição por 30 (trinta) minutos a uma temperatura de 121ºC, em autoclaves convencionais (uma atmosfera de pressão). Usar exposição por 15 (quinze) minutos a uma temperatura de 132ºC, em autoclaves convencionais (uma atmosfera de pressão). Usar exposição por 04 (quatro) minutos a uma temperatura de 132ºC, em autoclave de alto vácuo.

3.5.2 - CALOR SECO

O tempo e temperatura utilizados na Central de Esterilização, e recomendados para esterilização à seco são: 2 horas à 170ºC, respectivamente. Isto foi estabelecido devido ao grande porte de nossas estufas e a grande variedade na dimensão das caixas de instrumentais. A Res. SS - 374 recomenda 1 hora a 170º C e 2 horas a 160º C.

3.5.3 - PRAZO DE VALIDADE

Recomenda-se o prazo de 7(sete) dias de validade para os artigos esterilizados por processo físico (Resolução SS-374, de 15/12/95).

Observação: caso o pacote esterilizado seja aberto e não utilizado, deve-se considerá-lo contaminado, necessitando ser submetido ao processo de esterilização novamente.

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