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Julho de 2005
No. 2
Edição Mensal
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Mau hálito e sexo?!

Isso mesmo, até o tão conhecido Miguel Paiva já tratou deste assunto em suas divertidas charges da Radical Chic. Millor Fernandes também, quando menciona em seu livro Definitivo: a bíblia do caos que “o melhor anticoncepcional que existe é o mau hálito”. Até no antigo testamento podemos encontrar citações que evidenciam o problema da halitose na vida afetiva das pessoas: “o meu hálito é intolerável à minha mulher; sou repugnante a meus próprios amigos” (Jó, 19:17). Percebe-se que este assunto desperta o interesse de muitas pessoas há muitos anos, porém continua sendo tabu e motivo de distanciamento nas relações afetivas e sociais, muito embora, 25% da população do mundo seja portadora de halitose.

O olfato é um dos sentidos mais primitivos do ser humano e de outras espécies animais. Sabe-se, por exemplo, que cheiro é um fator importante no acasalamento animal. No ser humano também, pois “ ... o cheiro está em tudo: no amor, no apetite, nas melhores lembranças e todo odor provoca um sentimento e uma reação...”.

Nestes 20 anos de profissão tenho ouvido relatos de pacientes que não se sentem a vontade para beijar o seu parceiro, não conversam de perto, e que tem consciência de que este problema está afetando diretamente a vida íntima do casal. Porém, o que me surpreende muito é que na maioria das vezes a pessoa fica “sem coragem” de falar para seu companheiro ou companheira que o hálito está alterado, pois acham que isto os “magoariam profundamente”.

Magoar? Por quê?
Este receio ainda existe devido a crença de que mau hálito é sinônimo de falta de higiene bucal. Temos que derrubar o tabu de que os portadores de halitose não são cuidadosos com a sua higiene bucal. Nota-se que 70% dos pacientes que buscam tratamento para halitose apresentam ótima higiene.

É freqüente nos depararmos com a afirmação de que o mau hálito é decorrente de problemas estomacais. Porém apenas 1% das causas de alterações do hálito esta relacionada com enfermidades do estômago, geralmente associada àquelas que apresentam como sinal o refluxo e eructações freqüentes. Gastrites e úlceras não causam mau hálito. Talvez o que levou a este falso conceito é o fato de que quando o indivíduo encontra-se muito tempo sem se alimentar o estômago “reclama” e o indivíduo passa a sentir gosto desagradável na boca que normalmente é acompanhado pelo hálito característico da fome.

 

Com as mudanças de hábitos ditadas pela vida moderna, esse problema está cada vez mais presente. A halitose (mau hálito) não é uma doença e nem é transmissível. Porém, ela pode estar sinalizando uma série de alterações que devem ser pesquisadas e tratadas. Muitas pessoas deixam de buscar tratamento por não saberem que seu hálito está desagradável. Portanto, devemos falar abertamente sobre halitose aos nossos companheiros, pois certamente haverá uma melhora no canal de comunicação do casal e consequentemente no relacionamento. É importante salientar que grande parte dos enxagüatórios bucais não funciona contra a halitose e também pode agravar o problema, pois contém álcool em sua formulação, o que desidrata a mucosa da boca aumentando o mau hálito.
Formulamos abaixo algumas situações que podem causar alterações do hálito. Caso você já suspeite do problema e se enquadre em, pelo menos, 5 das situações abaixo, recomendamos fazer uma avaliação clínica.

( )Costumo ter muito muco nasal
( )Não evacuo diariamente
( )Sinto gosto ruim na boca
( )Percebo cheiro desagradável em minha saliva e no fio dental
( )Tomo bebidas alcoólicas com freqüência
( )Quase não tomo água
( )Sou respirador bucal
( )Faço 3 refeições por dia e não “belisco” nos intervalos
( )Tenho alterações hormonais
( )Sinto minha boca seca com freqüência
( )Sou fumante
( )Quando espirro ou tusso, saem “bolinhas” pegajosas de minha garganta
( )Não uso fio dental com freqüência
( )Minha gengiva sangra quando escovo os dentes e/ou uso o fio dental
( )Tenho dificuldade em higienizar meu aparelho ortodôntico ou prótese fixa
( )Percebo a presença de material esbranquiçado ou amarelado na língua

Procuramos abordar o assunto halitose nas mais diversas formas, porém, caso o leitor tenha dúvidas sobre este tema envie para o seguinte e-mail:clinicahumanus@saliva.com.br.
Até a próxima edição!

Clínica Humanus
www.clinicahumanus.com.br
(61) 3327-2900

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